27 de março de 2007

Solteiros e Casados

Estava um lindo dia de verão, afinal decorria o mês de Agosto e havia na nossa aldeia, uma festa, em honra de uma daquelas santas, que de santas só têm o nome, e como tradição todos os anos havia um encontro de futebol entre solteiros e casados, onde o Samuel também entrava, representado, de forma fugaz e bravia, os solteiros.
Ninguém esperava o que sucedeu depois, o público era muito, a rivalidade assim o obrigava e era um dia quente, muito quente…, o que obrigava os jogadores a virem, frequentemente, junto dos bancos, beber alguns líquidos, uma mistura, da autoria do “Tó-Zé”, vinho branco com whisky e mais algumas coisas…, sabe-se lá o quê.
Samuel dizia “foooda-se cum caralhooo, esta merda é mesmo vvvoa”, e é então que o impensável acontece, começa a chover, sim a chover e de tal forma que, em poucos segundos, ficámos completamente encharcados, solução!!!! Abrigarmo-nos nos balneários, que eram partilhados por todos.
Fantástico!!! Cabemos todos”, alguém disse, “mas, espera…, que cheiro é este????” o cheiro era nauseabundo, era um cheiro ao podre, bem…, do pior que alguma vez cheirei, e o Samuel remata, “foooda-se cum caralhooo devvvo ter o nariz intupido, não me cheira a nada”, verificou-se o balneário todo, em busca do animal morto, que suspeitamos estar lá dentro até que, alguém, descobriu a origem de tal cheiro, eram umas sapatilhas, sim, e só podiam ser de alguém, que poucas vezes se lava…, eram as do Samuel. Quando confrontado, reage da seguinte forma, “o que fffoi, as vvvossas também não chhheiram asssim????”,”NÃO!!!!”, respondemos em uníssono, e responde ele “não vvvalem uma merda”, bom... conclusão deste episódio, preferimos vir para a rua e apanhar com toda aquela chuva do que ficar dentro dos balneários a aguentar aquele cheiro.

26 de março de 2007

Samuel emigrante

Pois é, o Samuel, certo dia, decidiu ser emigrante, como muitos dos portugueses. O destino do Samuel, a bela cidade alemã, Frankfurt! Até aqui, tudo normal, o pior seria depois.
Tudo começou quando o Samuel, farto desta vida monótona, que levava, em Portugal, pensou em emigrar, aconselhou-se com amigos e o destino foi escolhido. Então, dias antes da sua viagem, Samuel chega, junto de nós e anuncia que, “VVVou imigrar, vvvou para Frankfruta!”, "para onde????" questionamos nós, e repete ele, abanando a cabeça, como se fossemos uns ignorantes, “frankfruta!!! Não savvvem onde fica???”.
Por aqui ficou a conversa e o Samuel partiu numa quinta-feira para Frankfurt.
Era domingo, logo, dia de jogo, no estádio “El Porquito” na Arrifana, íamos a meio do jogo, quando ouvimos um ruído familiar, era o de uma mota, uma casal minarelli, igual à do Samuel. Quem era??? Alguém viu quem ia na mota??? Será o Samuel???? Todas estas questões em breve iriam ser respondidas. Terminamos o jogo, rapidamente, e fomos ao café da Ti Maria beber umas cervejinhas. Estávamos na esplanada quando, mais uma vez, ouvimos o tal ruído, inconfundível, era ele, era mesmo ele, gritamos a toda força o seu nome, "Samueeellll" e este, mandando-nos, literalmente, foder, levanta os dois dedos do meio, nunca deixando de segurar o volante da sua mota e segue viagem.
A inquietação instalou-se, o que teria levado Samuel a regressar, ele apenas tinha partido há três dias.
Mais tarde quando Samuel chegou ao café, vestindo umas calças pretas, uma t-shirt da mesma cor, calçando umas texanas e envergando um fio em ouro, por cima da t-shirt, qual emigrante, nos responde às questões, por nós colocadas, e nos satisfaz a curiosidade.
foooda-se cum caralhooo” começa ele, “aqueles cavvvrões não vvvalem uma merda, o caralhoo do encarrregado pediu-me uma plaina e eu não a encontravvva e o cavvvrão diz-me que ela esta devvvaixo dos meus pés, eu agarreia e dei-lha e o cavvvrão perguntou-me o que é que eu fazzzia em Portugal e eu, a olhar prás minhas mãos, respondi-lhe que, com umas mãos daquelas, se calhar tocava à puuunheta e o cavvvrão mandou-me de vvvolta para Portugal”.

Samuel foi operado

Samuel foi operado, não se comenta outra coisa na aldeia, deixando mesmo no esquecimento, a notícia do casamento, em união de facto, do vizinho do Samuel o “Luís Perdigueiro”.
Samuel sai do hospital, por alta dada pelo médico, com uma única recomendação, repouso absoluto, afinal Samuel tinha levado vinte pontos na barriga.
Não tinha passado uma hora desde o seu regresso, já nós estávamos em casa sua casa, para o visitar, saber do seu problema e dar-lhe a outra grande novidade, do momento. Samuel não nos deixou ficar mal e ao saber do casamento do vizinho, em união de facto, diz, “Oh Predigueiro cazate que muuulher garatida tenho eu”, foi uma risota.
Passados alguns dias ficamos a saber que o Samuel tinha sido internado de urgência, depressa tentamos juntos dos familiares obter informações sobre o seu estado, mas nem eles próprios sabiam o que se tinha passado. Tivemos que esperar pelo seu regresso.
Regressado a casa, depressa teve a nossa visita, foi então que ficamos a saber o que se tinha passado. Responde o Samuel, “Foooda-se cum caralhooo a puuuta fudeu-me todo”, argumenta-mos nós, “a puta??? Qual puta???” e diz o Samuel,” a puuuta da vizinha, a muuulher do predigueiro veio-me visitar…”, nem queríamos acreditar, pois conhecendo o Samuel como conhecemos, logo imaginamos o que se poderia ter passado, e conclui ele, “o que queriam que eu fizesse????”, diz ele abanando a cabeça, “ tive que a fuuuder toda, levvveia para o meu cuarto e fuuudia, a puuuta gritava comó caralhooo e não paravvva de se mexer, por isso revvventei os pontos todos, caralhooo”.

Samuel o trolha

“Luís Miguel”, amigo de longa data, certo dia, necessitou dos atributos técnicos de Samuel, eram necessárias umas obras na sua casa e, claro, que se lembrou do nosso amigo Samuel.
Já em casa, “Luís Miguel” tem a oportunidade de ouvir mais umas pérolas de Samuel, diz-lhe este com um ar muito chateado, pois já estava a trabalhar, desde cedo e nada, “Oh Luís Miguel não tens nada que se vvvêvvva”, e, como é óbvio, “Luís Miguel” oferece a Samuel uns copinhos de vinho tinto, para este ir “matando a sede” e, após este se satisfazer, diz ele com um sorriso de orelha a orelha, “Oh Luís Miguel o teu vvvinho tem um vvvom padalar”.